
Jogador do City, que viu o assessor de imprensa do Togo morrer em seus braços, ainda não sabe quando será capaz de retornar aos gramados.
Ainda bastante abalado pelo atentado sofrido pela seleção do Togo em Angola, o atacante Adebayor explicou os motivos para ter usado uma camisa do Arsenal durante uma entrevista em Lomé. O jogador do Manchester City deixou os Gunners de forma conturbada no final da temporada passada.
- Quando vim para cá (Lomé) eu não tinha nada para vestir, já que deixei toda minha bagagem no ônibus (em Angola). A primeira pessoa que pedi uma roupa emprestada foi para o meu irmão, que me deu a camisa (do Arsenal). No momento estávamos confusos. Peço desculpas pelo acontecido e espero que as pessoas entendam - afirmou Adebayor, em entrevista ao jornal inglês “The Independent”.
O jogador, que não será punido pelo Manchester City pela atitude, voltou a falar sobre os momentos de terror que passou em Cabinda. No atentado, Stan Ocloo, chefe de comunicação, e Abalo Amelete, auxiliar-técnico do Togo, morreram. Ocloo, além de trabalhar para seleção togolesa, também era assessor de imprensa de Adebayor.
- Estou rezando para Deus todos os dias e não consigo comer direito. Eu ainda revejo na minha mente os momentos ruins e sinto que tive sorte por estar vivo. Não sei quando voltarei para Inglaterra e nem sei quando serei capaz voltar aos gramados. Minha cabeça não está par afazer gol e sim nas famílias que perderam seus entes queridos. Meu assessor morreu nos meus braços. Então dá para perceber o quanto é difícil. Aprecio o que o clube está fazendo por mim - ressaltou Adebayor, lembrando que o técnico do City, Roberto Mancini, disse que ele pode retornar quando estiver pronto, sem pressa.
O ônibus que transportava os jogadores da seleção do Togo, que era escoltado pela Polícia angolana, foi metralhado por membros da guerrilha separatista Frente de Libertação do Estado de Cabinda (Flec), pouco após entrar em território de Angola.
Devido aos fatos, o Governo do Togo ordenou a retirada da seleção da competição africana e assegurou que as autoridades de Angola não ofereciam as devidas garantias de segurança à delegação togolesa, que voltou a Lomé.
Togo declarou três dias de luto oficial, de segunda-feira até quarta, pela morte de Ocloo e Abalo no atentado.

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